quarta-feira, dezembro 31, 2025

O FOFÃO MARANHENSE: a vitalidade mascarada e a estética do grotesco
















O Fofão não é apenas uma imagem do passado; é um personagem multifacetado que se manifesta entre planos, formas e cores, consolidando-se como a pulsação viva do Carnaval maranhense. Personagem mascarado por excelência, ele emerge de uma rica genealogia hibridizada, forjada na intersecção entre os tipos histriônicos das comédias de rua europeias e a inventividade local. É nesse diálogo entre o universal e o particular que o Fofão se protagoniza, convertendo referências globais em uma consanguinidade simbólica que define nossa identidade cultural.

Performance e genealogia do gesto

Longe de ser uma figura estática, o Fofão é um agente de transformação urbana. Sua atuação é uma ação processual de produção de sentido, sustentada por um espírito de ludicidade, espanto e doçura. Ele carrega em seu DNA o espírito do bufão e dos tipos folgazões, mas é no solo ludovicense que ele ganha autonomia estética. Caracterizado por macacões amplos em chita ou tecidos vibrantes, o Fofão é adornado por guizos que anunciam sua chegada, criando uma sonoridade própria que se mistura ao seu icônico e ululante bordão: “Uh lá lá!”.

A trindade da identidade: máscara, boneca e varinha

A vitalidade do Fofão é ancorada em elementos que transcendem o acessório, tornando-se extensões de sua própria memória e identidade:

·      A máscara de papel: o epicentro visual e o suporte onde a investigação artística encontra o fazer artesanal. Criada através da técnica da papietagem (papel prensado), ela confere ao personagem sua face única – o grotesco vibrante de narizes proeminentes que fascina e subverte a ordem cotidiana.

·      A boneca: mais que um brinquedo, é o elo de interação social e alteridade. É através dela que o Fofão estabelece seu diálogo com o público, mediando afetos e garantindo o “ganho” que sustenta seu cortejo.

·   A varinha: símbolo de autonomia e defesa, utilizada para demarcar seu território nas ruas, proteger seu sossego e garantir o fluxo de sua performance gestual.

Contemporaneidade e o fazer do artista-pesquisador

Como artista-pesquisador com mais de três décadas de trajetória, Dalton Costa mergulha na materialidade deste ícone para oferecer uma visão atualizada do personagem. O processo é uma fusão de rigor técnico e liberdade criativa: da modelagem robusta ao cromatismo contemporâneo, onde as cores pulsam na paisagem urbana.


O Fofão, nesta perspectiva, é um personagem em pleno funcionamento. Ele transborda a galeria e ocupa o asfalto, unindo a prática artesanal a uma investigação contínua sobre as novas formas de ser e estar na folia. Ao vestir uma dessas máscaras, o folião não apenas se fantasia; ele ativa um fluxo de memória e vitalidade que mantém o Fofão como o dono absoluto das ruas maranhenses.

(texto do autor)

quarta-feira, agosto 07, 2024

Revisitando o sagrado: o desafio de pintar uma cena histórica

Pintar uma das passagens religiosas mais emblemáticas da História da Arte é, acima de tudo, um exercício de humildade e técnica. Nesta obra (acrílica sobre tela, 150 x 90 cm), busquei imprimir minha própria visão sobre um tema que atravessa séculos.

A construção do cenário o processo criativo foi intenso, exigindo um mês de dedicação exclusiva. O maior desafio? A perspectiva. Entre o "riscar e apagar" incessante, busquei o equilíbrio perfeito para organizar os personagens e os elementos de cena, criando uma profundidade que convida o espectador a entrar no ambiente.

A dialética das luzes 

A iluminação foi pensada para ser um personagem à parte:

  • A luz externa: O tom crepuscular reflete o horário em que o evento teria ocorrido, segundo pesquisas históricas.

  • A luz interna: O brilho das tochas e o vitral central trazem uma virtuosidade estética, realçando a textura dos copos de vidro e argila sobre a mesa.

O inesperado: a fidelidade do "amigo de quatro patas" 

Quebrando paradigmas, incluí um cão em posição de curiosidade. O modelo? Um cachorro que fotografei na UFMA em 2018. Ele surge como um símbolo contemporâneo de fidelidade — tanto histórica quanto artística.

Esta obra foi uma encomenda de um amigo que compreende o tempo da arte. Ter a liberdade de seguir a lógica criativa sem interferências é o maior presente que um artista pode receber.







quarta-feira, março 22, 2023

O Fofão e a Criança: Identidade e Memória na Educação Infantil






Falar sobre a historicidade do Fofão Maranhense e a simbologia de sua máscara artesanal é, acima de tudo, falar sobre a nossa identidade. Recentemente, tive o privilégio de levar essa discussão para o universo da Educação Infantil na escola EduCare, no Calhau, em São Luís.

Trabalhar esse personagem com crianças vai muito além da folia:

  • Identidade e Memória: a máscara de papel prensado conecta os pequenos às raízes da nossa terra.

  • Representatividade: ao se familiarizarem com figuras da cultura popular, as crianças constroem um senso de pertencimento às celebrações do Carnaval.

  • Protagonismo: o projeto "Conhecendo o personagem Fofão" permitiu que elas não apenas vissem o personagem, mas entendessem o fazer artístico.

O ponto alto dessa vivência foi ver o envolvimento da comunidade escolar. O encontro resultou em uma linda exposição de máscaras confeccionadas pelos próprios alunos, com o apoio fundamental das professoras e das famílias.

Como artista-pesquisador e educador-artista, acredito que essas inter-relações são o que dão sentido à nossa trajetória. Ver a cultura pulsando nas mãos das novas gerações é a prova de que nossa história continua viva.

#marketingdigital gestãocultural #pósgraduaçãosenac #artesvisuais #culturapopular #fofãomaranhense

segunda-feira, outubro 18, 2021

Pintura da obra "Centro histórico de São Luís"



Esta paisagem do Centro Histórico de São Luís é uma pintura acrílica em lona nortista pesada, formato 100 x 70 cm. A tela está à venda, entrar com contato por e-mail disponibilizado ao lado direito do blogger.

Pintura da obra "Pôr do sol na Campina"




Esta paisagem intitulada "Pôr do sol na Campina" é uma pintura acrílica em lona nortista pesada, formato 100 x 70 cm.  Esta tela é de propriedade do amigo Roberto Frazão.

segunda-feira, junho 15, 2020

Do descarte à obra de arte: conheça Mr. ACTION, o robô de sucata articulado


Enquanto a ciência habita o mundo abstrato dos fenômenos, a arte se materializa no objeto concreto. Foi nesse ponto de encontro entre a psicologia da forma e a produção intelectual que nasceu minha mais nova criação: o Mr. ACTION.

A gênese do projeto 

Tudo começou com um simples frasco de remédio que me recusei a descartar. Daquela pequena peça, surgiu a ideia de um robô que desafiasse a lógica do "lixo". O processo foi uma verdadeira jornada de tentativa e erro: peças quebraram, experimentos falharam e o design evoluiu até chegar ao resultado final.

Ficha técnica do Mr. ACTION:

  • Composição: Plástico, PVC e polímeros (sucata 100% reutilizada).

  • Técnica: Montagem mecânica por encaixes e parafusos (sem o uso de colas).

  • Articulação: Totalmente móvel (braços, pernas, tronco e cabeça).

  • Porte: 45 cm de altura e 480 g.

Confesso que a galera da mecatrônica vai ter que se esforçar para bater essa engenharia artesanal! (risos). Mais do que um brinquedo ou objeto, o Mr. ACTION é a prova de que a sensibilidade artística pode dar uma nova vida - e novos significados - ao que antes era invisível aos olhos.

© Ateliê Dalton Costa

quarta-feira, outubro 09, 2019

Reprodução de Santa Ceia do período barroco

Uma pequena reprodução com pequenas mudanças no cenário de primeiro plano e uma mudança geral no último plano dessa Santa Ceia do período barroco, do pintor francês Philippe de Champaine (1602-1674). O gênero é arte sacra. O trabalho foi uma encomenda para um amigo e não será possível outra reprodução assim, pois não costumo reproduzir essas obras. A técnica é acrílica sobre tela, em lona nortista pesada. O formato é em 130 x 80 cm.
© Ateliê Dalton Costa

segunda-feira, novembro 26, 2018

Arte e Ciência na UFMA: o projeto "Anatomia Humana: Modelando Órgãos"

A união entre medicina e artes visuais ganha vida na UFMA através do projeto de extensão interdisciplinar "ANATOMIA HUMANA: modelando órgãos". O projeto reúne estudantes de Medicina, Enfermagem e Artes Visuais em uma jornada de estudo morfológico e rigor científico.

O caminho da modelagem

Como etapa inicial e preparatória, começamos praticando a modelagem em animais — como este tubarão em argila. Este exercício serve de base para o desafio principal: a reprodução fiel de órgãos humanos, unindo o conhecimento morfológico à técnica da escultura.

Destaques do projeto:

  • Metodologia: estudos científicos aplicados à escultura para garantir precisão anatômica.

  • Material: para os órgãos, utilizaremos a plastilina, uma massa profissional que permite maior detalhamento e refinamento.

  • Interdisciplinaridade: uma troca rica entre diferentes áreas do conhecimento.

Coordenação e apoio

O projeto é fruto de uma parceria estratégica entre os campi da UFMA:

  • Coordenação (Medicina/Pinheiro): Profa. Dra. Carla Menezes.

  • Coordenação (Artes Visuais/São Luís): Prof. Ms. Paulo César.

  • Monitoria técnica: auxílio do escultor Eduardo Sereno, aluno de Artes Visuais.

Desenho da bailarina húngara Ester Kosik

Desenho da bailarina húngara Ester Kosik, residente nos Estados Unidos. Uma bailarina muito especial, talentosa, singela e atenciosa. Desenho elaborado em lápis sobre papel offset 180 g/m2 formato A4.


Arte e consciência ambiental: o desafio da primeira xilogravura na UFMA



Este trabalho é fruto da minha primeira experiência prática com a técnica da xilogravura, desenvolvida na disciplina Gravura, do curso de Licenciatura em Artes Visuais da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Sob a orientação da Profa. Dra. Regiane Caire, fomos provocados a utilizar a linguagem da gravura para abordar os urgentes problemas ambientais do planeta.

A inspiração: o rio Citarum

A obra traz uma reflexão visual sobre a poluição das águas, tomando como referência o Rio Citarum, na Indonésia, tristemente conhecido como um dos mais poluídos do mundo. A composição foi adaptada de uma imagem encontrada em pesquisas na internet (de autor não identificado), transposta para a matriz de madeira com o objetivo de dar relevo à crise ecológica atual.

O processo técnico

A xilogravura é uma técnica milenar de impressão que exige paciência e precisão. Abaixo, descrevo as etapas dessa produção:

  • A matriz: Utilizei uma placa de madeira de castanheira, onde o desenho foi detalhado antes de iniciar o corte.

  • O entalhe: Com o uso de goivas (ferramentas de corte), escavei a madeira criando sulcos. Na xilogravura, as áreas que permanecem em alto relevo são as que recebem a tinta, enquanto os vãos escavados resultam no branco do papel.

  • A tintagem: Apliquei uma tinta gráfica de base oleosa, a mesma utilizada em grandes gráficas para a impressão de livros, o que garante uma cor intensa e duradoura.

  • A impressão manual: A transferência da imagem para o papel de alta gramatura foi feita de forma artesanal, utilizando a pressão de uma colher contra o papel sobre a matriz entalhada.

Reflexão final

Participar deste processo dentro da academia me permitiu entender que a arte não é apenas estética, mas uma ferramenta poderosa de denúncia. Traduzir a poluição de um rio para a textura orgânica da madeira cria um contraste que nos faz pensar sobre a nossa relação com a natureza.

segunda-feira, janeiro 01, 2018

Aura: entre a estética de Walter Benjamin e a simplicidade das ruas

Esta obra é fruto de um trabalho livre desenvolvido no Ateliê de Cerâmica do Curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Mais do que uma simples modelagem, a peça propõe um diálogo entre a realidade cotidiana e a teoria da arte.

A inspiração e o conceito

A escultura retrata uma cadelinha inspirada nos animais que habitam as nossas ruas. A composição final apresenta a figura sobre uma miniatura de caixa de frutas, simbolizando o improviso e o cotidiano urbano.

O nome da cadelinha, Aura, não foi escolhido ao acaso. Trata-se de uma referência direta ao conceito de Walter Benjamin em seu ensaio sobre a "reprodutibilidade técnica". Para Benjamin, a aura de uma obra de arte é a sua existência única, sua autenticidade e o peso de sua trajetória no tempo e no espaço.

Técnica e exclusividade

O processo de criação seguiu os rigorosos padrões da cerâmica artística:

  • Material: argila modelada manualmente.

  • Acabamento: pintura em esmalte cerâmico.

  • Queima: vitrificada em alta temperatura, o que garante a durabilidade e o brilho característico.

Devido ao sucesso da peça, recebi pedidos de amigos para que eu criasse um molde para reprodução em série. No entanto, decidi que Aura permanecerá como uma obra única. Fazendo jus ao nome, sua essência reside justamente na singularidade e na impossibilidade de ser multiplicada tecnicamente, preservando sua "autenticidade" original.

Pintura da obra "Tarde chuvosa (Desterro)"

"Tarde chuvosa (Desterro)" é uma pintura acrílica sobre tela feita em 2017 que retrata o bairro Desterro, localizado no Centro Histórico de São Luís.

terça-feira, maio 23, 2017

Confecção de chassis na Serraria do amigo Benedilson

Na marcenaria de um grande amigo, Benedilson Cascaz. É nesta marcenaria que são confeccionados os chassis de madeira para fabricação das minhas telas. Benedilson é um excelente profissão na área da marcenaria, por desempenhar relevantes produções em madeira, tem sido escolhido há quase vinte anos para fabricar esses chassis para minhas produções bidimensionais.

sexta-feira, fevereiro 03, 2017

Máscaras do personagem Fofão Maranhense para o Carnaval 2017

Máscaras do personagem Fofão - personagem histriônica do carnaval maranhense - fabricadas em papier froissé - termo em francês significado papel amassado e rasgado colado em camadas -, pintura em acrílica brilhante, acabamento com elástico e "cabeleira" de tecido em juta.

quarta-feira, agosto 10, 2016

Pintura do Centro Histórico de São Luís

Rua da Estrela - Centro Histórico | São Luís (BR), pintura acrílica sobre tela, medidas: 70 x 90 cm.

sexta-feira, abril 01, 2016

Semblântica Cibernética: o hibridismo entre o homem, a máquina e o descarte

Foto: Lauro Vasconcelos

Apresento a obra "Semblântica Cibernética", uma assemblage tridimensional que propõe um mergulho profundo nas fronteiras entre o orgânico e o tecnológico. Criada em 2014, esta escultura de grandes proporções (180 x 83 x 36 cm) teve o reconhecimento de ser selecionada para o VI Salão de Artes de São Luís, em 2016.

Da praia ao ateliê: a matéria-prima

A gênese desta boneca reside no rastro de destruição deixado pelo ser humano. Boa parte do material que a compõe foi colhido nas areias da praia de São José de Ribamar (MA). São fragmentos de lixo e descartes tecnológicos que ganharam uma nova vida artística:

  • Composição: plásticos, polímeros, PVC, metais e componentes eletrônicos.

  • Peso: 6,5 kg de resíduos transformados em estética.

O conceito: homem mutante e a carne de silício

A "Semblântica Cibernética" é um hibridismo. Ela representa a transição do homem de carne para um ser mutante e parabiótico. É a materialização da nossa era, onde a "carne úmida" se funde a fios, metais e silício.

A obra nos confronta com a configuração Mente + Corpo + Hardware + Software. Ao observar seus seios e nádegas integrados a peças eletrônicas, somos levados a refletir sobre a obsessão estética e a dependência tecnológica: somos nós que controlamos as máquinas, ou já nos tornamos parte delas?

Arte como debate social

Mais do que um objeto visual, a boneca é um convite à reflexão sobre:

  1. Educação ambiental: o que estamos fazendo com o nosso lixo?

  2. Economia Criativa Sustentável: como o empreendedorismo cultural pode ressignificar o que a sociedade chama de "sucata".

  3. Valores estético-socioeducativos: a transformação da matéria como ferramenta de debate político e social.

sábado, março 26, 2016

Carranca de Netuno da Fonte do Ribeirão em São Luís

Carranca em argila de Netuno da Fonte do Ribeirão. É uma réplica, claro! Está pronta, sequinha e toda detalhada, já no ponto para ir ao forno e virar cerâmica. Tive alguns problemas porque ela pegou respingos de uma chuva que caiu muito rápido. Esfarelou alguns detalhes. Depois da queima no forno, terei que recompô-la com outra massa. Depois de tudo pronto, pretendo fazer o molde de silicone e a reprodução de peças em fibra.

terça-feira, julho 21, 2015

Encontros de arte em Panaquatira: o talento precoce das irmãs Costa

Às vezes, a arte nos reserva surpresas em lugares inesperados. Recentemente, na Praia de Panaquatira, tive o prazer de conhecer três irmãs talentosíssimas: Radhyja, Raphysa e Rayssa. Acompanhadas pela avó, elas carregam consigo a disciplina e a sensibilidade de quem estuda no renomado Ballet Olinda Saul, em São Luís.

Multitalentosas e dedicadas Cada uma delas já desenha sua própria trajetória no mundo das artes:

  • Raphysa, a mais velha, dedica-se ao Ballet e é apaixonada pela língua inglesa.

  • Rayssa e Radhyja dividem seu tempo entre a dança, a música e as artes visuais.

A pequena artista visual

Nas fotos que acompanham este post, destaco a Radhyja. Fiquei impressionado com a maturidade de seus trabalhos bidimensionais. Mesmo tão jovem, ela já domina conceitos complexos como profundidade e perspectiva em suas pinturas — habilidades que muitos artistas levam anos para refinar.

O suporte da família é contagiante! A avó, grande incentivadora, já garantiu todo o aparato necessário: cavalete, pincéis, lápis e tintas. Mas o que mais me encantou foi a autoconfiança da pequena. Ao ser questionada, ela logo corrige com um sorriso: "Não sou desenhista, sou artista plástica!".

Sincronicidade 

Coincidência ou não, descobrimos que compartilhamos o sobrenome Costa. Se depender do talento e da determinação que vi naquela tarde, não tenho dúvidas de que o nome dessa pequena artista ainda brilhará muito nos catálogos de arte.

segunda-feira, março 02, 2015

Pintura em tecido do Caboclo-de-pena do Bumba meu boi

Pintura em tecido, personagem caboclo-de-pena do Bumba meu boi do Maranhão.

quinta-feira, fevereiro 05, 2015

Produção de Máscaras do personagem Fofão Maranhense



A máscara artesanal do Fofão - personagem marcante no carnaval maranhense - é fabricada com a técnica papier froissé, termo em francês significado papel amassado e rasgado colado em camadas.. Fabricada a partir molde de argila ou cimento, depois vai ao sol e por último recebe uma pintura a critério do artista. No meu caso específico, eu sempre uso uma pintura acrílica brilhante.

quinta-feira, dezembro 04, 2014

Arte e gratidão: recebendo a Gincana Cultural do C.E. Estado da Guanabara



Esta semana tive a honra de abrir as portas da minha casa e do meu ateliê para duas equipes de alunos do Centro de Ensino Estado da Guanabara. Os estudantes do 1º Ano (Turma C - Sala 3) estão participando de uma gincana cultural com um tema inspirador: “Os artistas – Arte... O dom de fazer a alma falar, São José de Ribamar, suas histórias e seus encantos”.

Um reencontro com as raízes

Ser escolhido pelos alunos para compor este trabalho teve um significado especial: o "Guanabara" é a escola que fez parte da minha própria formação. Voltar a contribuir com a instituição que me educou, agora como artista convidado, é um ciclo que se fecha com muita gratidão.

A arte como resistência social

É fundamental destacar o trabalho belíssimo que esta escola pública estadual desenvolve. Mesmo diante de desafios e da escassez de recursos financeiros, o corpo docente demonstra um compromisso admirável com a educação.

Em tempos turbulentos, marcados pela violência em nossas cidades, projetos como este são essenciais. Eles oferecem aos adolescentes:

  • Desenvolvimento intelectual: o contato direto com a história e os artistas locais.

  • Protagonismo juvenil: a autonomia dos alunos em pesquisar e organizar o projeto.

  • Transformação social: a arte como um caminho de sensibilidade e cidadania.

Parabéns à comunidade escolar

Fiquei imensamente feliz em compartilhar minha trajetória e ver o brilho nos olhos desses jovens. Deixo aqui o meu reconhecimento aos professores, que são os verdadeiros incentivadores desse processo, e aos alunos, pelo empenho e dedicação.

São José de Ribamar pulsa arte, e ver a nova geração valorizando nossos "encantos e histórias" nos dá a certeza de que a cultura está em boas mãos.



Dalton e a aluna Celciane Cássia.

sexta-feira, agosto 22, 2014

Boneco "Flockinho" do consultório Patas & Penas




O boneco "Flockinho" é um mascote inspirado na raça de cachorro Dálmata. É confeccionado em pelúcia, espuma, carpete e EVA; mede aproximadamente 190 cm. O boneco foi confeccionado para consultório veterinário Patas & Penas de São José de Ribamar.